80 já era !

ficha técnica: 

elenco    

                Andreia Rezende - Manara Lance

                LEO BITAR - voz da rádio

                Milton Aires - Lao -Tse

                Nando Lima - Dan

                Patrícia Gondim - Baby Blue

 

designer de som - assistente de direção

Leo Bitar

músicas

melodias - Paulo Moura

letras - Nando Lima

arranjos, guitarras e loops

Renato Torres

baixo

Maurício Panzera

voz

Andreia Rezende

produção musical

Leo Bitar

dramaturgia - direção de palco

Oriana Bitar - Nando Lima

cenotécnico - portaria - operação de video

Marcelo Sousa

Iluminação 

Patrícia Gondim

câmera - edição de video

André Mardok

Nando Lima

Preparação corporal

Centro de Dança Ana Unger

Tatiana - Lídia - Vanessa

Maquiagem e cabelos

Mikson Matos

Costureira

Telma Queiroz

cenário - figurino - designer gráfico - direção geral

Nando Lima

produção

intimidia - Teatro do Mato - U.C.T.

  

Agradecemos ao Ná Figueredo por respirar música e arte. 

Agradecimentos especiais ao Mariano, Rodolfo e Cláudio por cederem a faixa “abandonar o navio”. Da lata!!!

  

Premio Bolsa de Experimentação, Pesquisa e Criação

do Instituto de Artes do Pará - IAP

80 já era! significou para parte dos membros do Usina Contemporânea de Teatro, a coroação de um processo de 18 anos de atuação no teatro do estado do Pará; atuação que compromete-se com diversas formas do fazer teatral, sendo o grupo um gerador de propostas e inquietações nas artes cênicas, posto que sempre procurou no experimentalismo de suas encenações e na versatilidade de seus integrantes,  respostas para seu tempo e sua comunidade, no caso a cidade de Belém do Pará.

 

Com este espetáculo além de rever dados da própria história,  resgatamos a memória de fatos, pessoas e obras da década de 80, tanto os de cunho local, consolidados nas pedras de Liós das calçadas de Belém, quanto o panorama nacional que fustigava a mente e o corpo dos jovens com rock, a chamada “abertura política”, e o inicio da “era virtual”; esses acontecimentos agora introjetados, mastigados, e engolidos junto com as “novas mídias” que posicionam o ser e o estar do indivíduo (ator ou artista de outra linguagem) perante sua existência, estão no cerne do espetáculo multimidico 80 já era! e também na criação atual, no fazer artístico. Não é possível para nós desta geração ignorar tais verdades, é absolutamente necessário rever nossos instrumentos de construção/composição, e veiculação artística, a questão eterna de um homem diante de outro no acontecimento teatral é posta em questão, quando resolvemos absorver tanto no processo de feitura quanto no momento da apresentação o uso das novas mídias.

 

Quando optamos por estes multimeios: a Internet, tanto na pesquisa de fatos e imagens, quanto na comunicação entre os integrantes do grupo, e até como facilitadora durante as edições de vídeo e músicas do espetáculo; ou o uso de câmeras em tempo real durante a apresentação do espetáculo, temos como conseqüência direta novas cognições entre artistas e o público em geral, as pontes estabelecidas com essas tecnologias nos remetem a caminhos intrincados, onde a experiência humana sensorial é determinante para o entendimento da obra.

 

Dessa forma justifica-se a apresentação deste espetáculo, a troca de experiências sobre um passado não tão distante: a década de 80; não mais restrita e relegada ao passado intocável, porém revista como fonte de questionamentos sobre a nossa vida atual e as tecnologias que nos desafiam e impõem novos limites para o viver e o ser humano.

80 já era!

 

Afirmação que atualiza a certeza do que vivemos naquela década, em que começamos a construir nossa trajetória em busca do dialogo entre nós; homens e mulheres criados dentro da urbe amazônica chamada Belém, e o fato artístico, principalmente o teatro.

 

Encenamos neste momento, e com a técnica que perseguimos desde a década de 80, os nossos dias de fúria, de colisão e desencontros com o tempo, a palavra, a ação, o conflito,e a imagem.

 

A estética que destroçamos, abocanhamos, e fizemos com que domada agisse a nosso favor para espelhar a cara que temos hoje, e o reflexo da cultura em que vivemos, essa de gente postada e crente no aluvião da cidade, nos sons de tráfego e rio e chuva, na cor ácida e na fumaça dos cigarros, na luz inclemente e insone dos leds.

 

Este espetáculo multimidico, plasma com todas as certezas o mais intimo de um processo de dezoito anos de busca e interação desses artistas com seu meio de expressão.

Nando Lima

...já era, nota breve...
videos
cena 2
abertura
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cena final

Ouça as Músicas, compostas especialmente para o espetáculo:

Manara Sound

3 de Lao

 

Dan no Escuro