Nesta segunda versão da performance, apresentada na sala de espetáculos do Estúdio REATOR o tema impermanência continua sendo explorado; por meio de ações criadas com imagens, objetos, e sons. A exploração do palpável e do onírico criando um campo para ser preenchido pela imaginação, propondo ao espectador que crie a sua própria dramaturgia.

Assim, surgem textos breves descrevendo personagens possíveis, figuras surgidas das letras das canções do universo pop,  animais, e figuras desumanas, ou só desorientadas pelo cotidiano massacrante. Um recorte de universo urbano no qual estamos colados, e impregnados do "modos operantes" que optamos, e para o qual trabalhamos para manter.

 

Black Rock surge como um parêntese desse entorpecimento, e dos espasmos que provocam algumas quedas, como se em alguns momentos uma "vibe" nos sintoniza-se a vida em processo, e nos descondicionasse das obviedades do cotidiano, e assim nesse estado ficássemos apenas a fluir... como pedras causando círculos no mar.

A obra, peça, performance, ambiente, cria um deslocamento, e sugere a cada pessoa que o torne singular, que o torne particular, que se aproprie do tema e colabore com sua atitude, para que o outro, o que está ao lado, também possa colocar seus pés no riacho...